O ANJO DA GUERRA DE MACABEUS E A TOMADA DE GAZARA: Parte 04

 GUERRAS MACABEUS QUARTA PARTE

O segundo livro dos Macabeus, conforme, testemunho do próprio autor (2,23), é o resumo de uma obra mais vasta, composta de cinco livros, que não chegou até nós, e de autoria de Jasão de Cirene, autor, de resto, completamente desconhecido, como desconhecidas nos são as características de sua obra. Podemos, todavia, compreender perfeitamente que um historiador de certa importância pudesse surgir de Cirene, porque não ignoramos que no séc. I a.C. existia ali uma florescente comunidade judaica. As informações que Jasão possuía — segundo o que podemos deduzir do resumo fiel — especialmente as notícias minuciosas e exatas sobre certas particularidades da história dos Selêucidas, informações precisas sobre títulos, cargos etc, nos levam a crer que tenha consultado arquivos palestinenses e ouvido boas testemunhas. É sabido, com efeito, que os judeus cultos da época costumavam empreender tais viagens e pesquisas.
Quanto ao conteúdo, a obra relata essencialmente os feitos de Judas Macabeu, precedidos, porém, de uma longa apresentação das condições em que surgiu a revolta, e, antes ainda, de duas ou três cartas de judeus de Jerusalém aos do Egito,
O livro não era geralmente reconhecido como sagrado pelos judeus palestinenses, que consideravam encerrado o cânon no tempo dos Macabeus. Mas era tido como tal em Alexandria, bem como os demais deuterocanônicos, e nesta qualidade passou à Igreja.
O livro contém ensinamentos já no próprio espírito com que foi escrito, espírito de entusiasmo pela liberdade do povo, de fé na providência divina, de piedade. Diretamente, e com palavras de profunda convicção religiosa, são ensinados, de modo particular, alguns pontos: a ressurreição da carne (cf. especialmente 7,11; 12,43-44; 14,46), a eficácia do sacrifício e da oração dos santos por aqueles que ainda militam na terra (12,43-45; 15,12-16), a existência dos anjos e suas intervenções, também com efeitos miraculosos, em auxílio do povo de Deus, nos momentos mais críticos.

A CONVERSÃO E

Vinda de Heliodoro a Jerusalém

s. 3 Tanto assim que Seleuco, rei da Ásia, provia com suas rendas pessoais a
todas as despesas necessárias para as liturgias dos sacrifícios. 4 Ora, certo Simão, do clã de Belga, investido no cargo de superintendente do templo, entrou em desacordo com o sumo sacerdote a respeito da administração dos mercados da cidade. 5 Não conseguindo prevalecer sobre Onias, foi ter com Apolônio de Tarso, que naquela ocasião era o governador da Celessíria e da Fenícia. 6 E contou-lhe que a câmara do Tesouro em Jerusalém estava repleta de riquezas incríveis, a ponto de ser incalculável a quantidade do dinheiro aí depositado. E que esse dinheiro não tinha proporção alguma com as despesas dos sacrifícios, sendo portanto possível fazer cair tudo sob o domínio do rei. 7 Entrevistando-se então com o rei, Apolônio informou-o sobre as riquezas que lhe haviam sido denunciadas. E o rei, escolhendo Heliodoro, superintendente dos seus negócios, enviou-o com ordens de se apoderar desse dinheiro.

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8 Heliodoro pôs-se logo a caminho, aparentemente para uma viagem de inspeção às cidades da Celessíria e da Fenícia. 9 Tendo chegado a Jerusalém, foi muito bem recebido pelo sumo sacerdote. Falou-lhe então da informação recebida e manifestou claramente o objetivo da sua vinda, perguntando a seguir se as coisas eram realmente assim. 10 O sumo sacerdote fez-lhe ver que os depósitos eram das viúvas e dos órfãos, 11embora uma parte pertencesse a Hircano, filho de Tobias, homem muito ilustre. Nada, portanto, do que, com calúnias, informara o ímpio Simão. De modo algum se poderia defraudar os que haviam confiado na santidade do Lugar e na sagrada inviolabilidade do templo, honrado no mundo inteiro. 13 Heliodoro, porém, em vista das ordens recebidas do rei, insistiu firmemente em que esses bens deviam ser transferidos para o tesouro real. 14 Tendo fixado uma data, apresentou-se para dirigir o inventário das riquezas. Entretanto, não era pequena a consternação em toda a cidade.  e. 15 Os sacerdotes, prostrando-se diante do altar com as vestes sagradas, invocavam no céu Aquele que havia promulgado a lei sobre o  6 depósito, a fim de que conservasse intactos esses bens em favor dos que os tinham depositado.  18 Muitos saíam em bandos de suas casas, fazendo rogações públicas, por causa do ultraje que ameaçava o lugar santo 20 todas, porém, estendendo as mãos para o céu, faziam sua súplica. 21 Era comovente ver a prostração da multidão tão multiforme, e a ansiedade do sumo sacerdote, reduzido a tal angústia.

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22 Todos, pois, invocavam o Senhor todo poderoso para que, com toda a segurança, conservasse intactos os depósitos daqueles que os haviam depositado em confiança. 23 De sua parte, Heliodoro dispunha-se a executar o que fora decretado.

Castigo e conversão de Heliodoro

24 No mesmo lugar, estando ele com seus guardas junto à câmara do Tesouro, o Senhor dos espíritos e de todo o poder fez uma grande demonstração de força: todos os que tinham ousado entrar, aterrorizados pelo poder de Deus, sentiram-se desfalecer e entrarem em pânico. 25 De fato, apareceu-lhes um cavalo, ricamente ensilhado, montado por terrível cavaleiro. O cavalo avançou impetuosamente contra Heliodoro, lançando-lhe as patas dianteiras. O cavaleiro parecia ter armas de ouro.

cavaleiro celestial--2

26 Apareceram também outros dois jovens de força extraordinária, belíssimos na aparência e com vestes magníficas. Eles cercaram Heliodoro e puseram-se a chicoteá-lo sem parar, de ambos os lados, causando-lhe muitos ferimentos. 27 Ele caiu de repente por terra.

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Envolto em densa escuridão, tiveram de levantá-lo e carregá-lo numa padiola. 28 Assim, aquele que tinha invadido com tantos guardas e capangas o mencionado Tesouro, agora carregavam-no para fora, incapaz de valer-se do auxílio das armas e reconhecendo abertamente o poder de Deus.

32 O sumo sacerdote, então, receando que o rei pudesse pensar que alguma ação criminosa tinha sido praticada pelos judeus contra Heliodoro, ofereceu um sacrifício pela saúde do homem. 33 Enquanto o sumo sacerdote oferecia o sacrifício de propiciação, os mesmos jovens, revestidos das mesmas vestes, apareceram de novo a Heliodoro. E assim lhe falaram:

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“Agradece muito ao sumo sacerdote Onias, pois é por causa dele que o Senhor te concede a graça da vida. 34 Quanto a ti, açoitado pelo céu, anuncia a todos o grande poder de Deus!” E logo, ditas estas palavras, desapareceram. 35 O próprio Heliodoro, tendo oferecido um sacrifício ao Senhor e fazendo grandes promessas Àquele que lhe tinha concedido continuar em vida, despediu-se de Onias e voltou, com o seu exército, para junto do rei.

Jasão introduz o helenismo

7 Entretanto, Seleuco morreu. E Antíoco, cognominado Epífanes, subiu ao trono. Foi quando Jasão, irmão de Onias, começou a disputar o cargo de sumo sacerdote. 10 Obtido o consentimento do rei, Jasão tomou posse do cargo e logo começou a fazer os seus irmãos de raça adotarem o estilo de vida dos gregos. 11 Suprimiu os privilégios reais benignamente concedidos aos judeus por intermédio de João, pai de Eupólemo, o mesmo que depois chefiou a embaixada com o objetivo de estabelecer amizade e aliança com os romanos. E, abolindo as instituições legítimas dos judeus, introduziu costumes depravados. 12 Imediatamente construiu a praça de esportes, logo abaixo da cidadela e,  constrangendo osScreenshot_110 melhores dos jovens, conduziu-os ao uso do chapéu chamado pétaso. 13 Chegara-se, assim, ao auge do helenismo, à exaltação do estilo de vida dos estrangeiros, por causa da inaudita contaminação de Jasão, esse ímpio e não sumo sacerdote. 14 Os próprios sacerdotes já não se mostravam dedicados às funções do altar. Antes, desprezando o templo e descuidando-se dos sacrifícios, corriam a tomar parte na iníqua distribuição de óleo no estádio, após o sinal do gongo. 15 Assim, não davam mais valor às tradições nacionais, achando muito mais importantes as glórias gregas. 16 Por esse motivo, uma perigosa emulação os dominava: aqueles cujos costumes eles promoviam e a quem queriam ser semelhantes em tudo, acabaram por se tornar seus 5-herkinimigos e carrascos. O abominável Jasão enviou alguns espectadores antioquenos de Jerusalém, com a quantia de trezentas dracmas de prata para o sacrifício em honra de Hércules. Os  próprios portadores, porém, pediram que não se usasse esse dinheiro para o sacrifício, por não ser conveniente, mas se empregasse em outra despesa. 20 Desta forma, segundo quem o enviara, o dinheiro foi empregado no sacrifício para Hércules; no entanto, segundo os portadores, destinou-se à construção de navios a remo.

Segunda campanha de Antíoco IV no Egito

1 Por esse tempo, Antíoco estava preparando a sua segunda expedição contra o Egito. 2 Aconteceu então que, durante quase quarenta dias, apareceram, correndo pelo ar, cavaleiros com vestes douradas, armados de lanças, organizados em pelotões e empunhando espadas.

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3 Viam-se esquadrões de cavalaria em formação cerrada, ataques e contra-ataques de um e de outro lado, movimentos de escudos e multidão de lanças, arremessos de dardos e cintilações dos ornamentos de ouro, enfim, couraças de todo tipo. 4 Por isso, todos suplicavam que essa aparição fosse de bom agouro.

Ataque de Jasão e repressão de Epífanes

5 Tendo surgido o boato de que Antíoco havia morrido, Jasão tomou consigo não menos de mil homens e, de surpresa, atacou a cidade. Postos em fuga os que defendiam os muros e já consumando-se a tomada da cidade, Menelau refugiou-se na cidadela. 6 Quanto a Jasão, foi impiedosa a matança que promoveu dos próprios conterrâneos, sem compreender que era a pior das desgraças essa vitória sobre os próprios co-irmãos. Pelo contrário, ele parecia estar triunfando de inimigos, e não de compatriotas. 7 Acabou, porém, não conseguindo firmar-se no poder. O resultado foi a humilhação que lhe veio por causa da sua revolta, e a fuga, novamente, para a região dos amonitas. 8 Por último, tocou-lhe uma sorte infeliz: aprisionado por Aretas, rei dos árabes, teve de fugir, de cidade em cidade, expulso por todos, detestado como apóstata das leis e execrado como algoz de sua pátria e de seus concidadãos, e afinal enxotado para o Egito. 9 Assim, aquele que havia banido tantos de sua pátria, veio a perecer no exílio. De fato, dirigira-se aos espartanos, com a esperança de aí encontrar abrigo, em  12 razão do comum parentesco. 10 E ele, que havia deixado tantos sem sepultura, morreu sem ser chorado nem sepultado, e sem poder compartilhar da sepultura de seus antepassados.

Antíoco saqueia o Templo e volta a Antioquia

11 Chegando ao rei Antíoco a notícia desses fatos, ele concluiu que a Judéia estava
abandonando a aliança feita. Por isso, voltando furioso do Egito, apoderou-se da cidade à força das armas. 12 E ordenou aos soldados que matassem sem piedade os que lhes caíssem nas mãos e trucidassem os que procuravam escapar em suas casas. 13 Houve assim uma terrível matança de jovens e de velhos, massacre de mulheres e seus filhos, extermínio de moças e de crianças. 14 No espaço desses três dias, oitenta mil foram as vítimas: quarenta mil sucumbindo aos golpes e, não menos que os trucidados, os que foram vendidos como escravos.

macabeus 2

15 Não contente com isso, Antíoco teve a ousadia de penetrar no templo mais santo de toda a terra, tendo por guia Menelau, esse traidor das leis e da pátria. 16 Com as mãos criminosas tocou nos vasos sagrados. E as oferendas dos outros reis, ali depositadas para engrandecimento, glória e honra do lugar santo, surripiou-as com suas mãos sacrílegas. 17 Tal foi a arrogância de Antíoco, que não se dava conta de que era por causa dos pecados dos habitantes da cidade que o Senhor ficara um pouco irritado: era por isso que acontecera esta sua indiferença para com o lugar santo. 18 De fato, se eles não se tivessem envolvido em tantos pecados, também esse homem, ao dar o primeiro passo, teria sido imediatamente barrado de sua audácia a chicotadas, como acontecera com Heliodoro, enviado pelo rei Seleuco para fiscalizar o Tesouro. 21 Quanto a Antíoco, depois de ter carregado do templo mil e oitocentos talentos, partiu às pressas para Antioquia. Na sua soberba, e na exaltação do seu coração, ele imaginava-se capaz de navegar em terra firme e de caminhar no meio do mar. 22 Entretanto, incumbidos de maltratarem a nação, deixou alguns superintendentes no país: em Jerusalém, Filipe, frígio de raça, de índole mais bárbara ainda que aquele que o nomeou; 23 no monte Garizim, Andrônico; e, além deles, Menelau, que oprimia seus próprios concidadãos ainda mais duramente que os outros.

Intervenção de Apolônio

24 O rei enviou ainda o comandante-chefe Apolônio com um exército, cerca de vinte e dois mil homens, com a ordem de trucidar todos os que estavam na força da idade e vender, como escravos, as mulheres e os mais jovens. 25 Chegando, pois, a Jerusalém, e aparentando intenções de paz, Apolônio esperou até o santo dia do sábado. Depois, surpreendendo os judeus em repouso, ordenou que seus soldados desfilassem com as armas. 26 Então, aos que haviam saído para apreciar o espetáculo, massacrou-os todos. E ainda, entrando o exército na cidade, abateu imensa multidão.

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27 Judas, porém, chamado também Macabeu, fugira para o deserto com outros nove homens, passando a viver aí como os animais selvagens, nas montanhas. Resistiam alimentando-se apenas de ervas, evitando tudo o que pudesse torná-los impuros.

O martírio dos sete irmãos

1 Aconteceu também que sete irmãos foram presos, junto com sua mãe. Torturando-os com chicotes e flagelos, o rei queria obrigá-los a comer carne de porco, contra o que determina a Lei. 2 Um dentre eles, falando por primeiro, disse: “Que pretendes conseguir e o que queres saber de nós? Estamos prontos a morrer, antes que transgredir as leis de nossos antepassados”. 3 Enfurecido, o rei ordenou que se pusessem ao fogo assadeiras e Ciseri,_Antonio_-_Das_Martyrium_der_sieben_Makkabäer_-_1863 - Copiacaldeirões. 4 Logo que ficaram incandescentes, ordenou que se cortasse a língua ao que falara primeiro, e lhe arrancassem o couro cabeludo e lhe decepassem as mãos e os pés, tudo isso à vista dos outros irmãos e de sua mãe.
5 Já mutilado em todos os seus membros, mandou que o levassem ao fogo e, ainda respirando, o torrassem na assadeira. Espalhando-se por muito tempo o vapor da
assadeira, os outros, junto com a mãe, animavam-se mutuamente a morrer com coragem, dizendo: 6 “O Senhor Deus está vendo e na verdade se compadece de nós, segundo o que Moisés declarou pela voz de quem entoa o seu cântico: ‘Ele se compadecerá de seus servos”.
7 Tendo morrido o primeiro dessa maneira, levaram o segundo para a tortura. Após lhe arrancarem o couro cabeludo, perguntaram-lhe se havia de comer, antes que ser torturado em cada membro do seu corpo. 8 Ele, porém, respondeu, na língua dos seus antepassados: “Não o farei.” 24 Antíoco ao qual, torturou e matou os sete filhos no espaço de um dia, 41 Por último, depois dos filhos, foi morta a mãe.

Fim de Antíoco Epífanes

1 Por esse mesmo tempo, Antíoco teve de voltar, humilhado, das regiões da Pérsia. 2 Ele havia entrado na cidade chamada Persépolis, onde tentou saquear o templo e dominar os cidadãos. A multidão reagiu, pegando em armas, e os homens de Antíoco puseram-se a fugir. O próprio Antíoco, acossado pelos naturais do lugar, foi obrigado a bater em vergonhosa retirada. 3 Estando perto de Ecbátana, chegou-lhe a notícia do que tinha acontecido com Nicanor e Timóteo. 4 Fora de si pela raiva, pensou em fazer recair sobre os judeus a injúria dos que o tinham posto em fuga. Por isso, ordenou ao cocheiro que tocasse o carro sem parar, enquanto já o acompanhava o julgamento do céu. De fato, assim ele falara, na sua arrogância:
“Vou fazer de Jerusalém um cemitério de judeus, apenas chegue lá!” 5 Mas aquele que tudo vê, o Senhor, Deus de Israel, feriu-o com uma chaga incurável e invisível: mal Antíoco terminara a sua imprecação, acometeu-o uma dor insuportável nas entranhas e tormentos atrozes no ventre. 6 Isto era plenamente justo, pois ele havia atormentado as entranhas dos outros com numerosas e rebuscadas torturas. 7 Mesmo assim, não desistia em nada da sua  21 arrogância. Antes, cheio de soberba e no seu íntimo vomitando fogo contra os judeus, mandou ainda acelerar a marcha. De repente, caiu da carruagem que corria precipitadamente, tombando com violência no chão, e sofrendo fraturas em todos os seus membros.

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9 Mais ainda: dos olhos desse ímpio saíam vermes, e suas carnes se decompunham entre espasmos lancinantes, estando ele ainda vivo. E todo o exército, por causa do mau cheiro, mal suportava essa podridão. 10 Assim, aquele que pouco antes se julgara capaz de tocar os astros do céu, ninguém agora agüentava carregá-lo por causa do insuportável mau cheiro. 11 Nessas  circunstâncias,  pois, abatido, começou a moderar o seu orgulho excessivo e a dar-se conta da situação, enquanto, sob os golpes divinos, aumentavam a cada instante as suas dores. 12 Já não podendo, nem mesmo ele, suportar o próprio fedor, assim falou: “É justo submeter-se a Deus. E o simples mortal não tenha pensamentos de soberba”. 13 A oração desse criminoso dirigia-se agora ao Senhor, o qual, porém, não mais devia compadecer-se dele. Agora, enfim, assegurava 14 que haveria de proclamar livre a cidade santa, para a qual vinha dirigindo-se apressadamente, a fim de arrasá-la e fazer dela um cemitério. 15 E que haveria de igualar aos atenienses todos os judeus, aos quais antes ele julgara indignos até de sepultura e merecedores, ao contrário, de serem expostos às aves de rapina e atirados, com seus filhinhos, aos animais carnívoros.

Carta de Antíoco Epífanes aos judeus

18 Apesar disso, as dores de Antíoco absolutamente não passavam, pois o alcançara o justo juízo de Deus. Perdendo, então, toda esperança de cura, escreveu aos judeus uma carta de súplica:

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19 “Aos excelentes cidadãos judeus. O rei e general Antíoco lhes manda muitas saudações e votos de saúde e bem-estar. 20 Se estais passando bem, vós e vossos
filhos, e se vossos negócios correm segundo o desejado, eu rendo o mais efusivo
agradecimento a Deus, na oração, tendo no Céu a minha esperança. 21 Quanto a mim, tendo ficado enfermo, lembrei-me, com carinho, do vosso respeito e bondade. Voltando das regiões  22 da Pérsia, ao ser acometido por esta incômoda enfermidade, julguei necessário preocupar-me com a comum segurança de todos. 28 No entanto, este assassino e blasfemo, sofrendo dores atrozes, morreu nas montanhas, em terra estrangeira. Seu fim foi miserável, correspondendo ao modo como tratara os outros. 29 Filipe, seu companheiro de infância, providenciou o traslado do seu cadáver. Mas, com medo do filho de Antíoco, retirou-se para o Egito, para junto de Ptolomeu Filométor.

Górgias e as fortalezas da Iduméia

14 Nesse meio tempo, Górgias havia assumido o governo dessas regiões. Ele mantinha tropas mercenárias e fomentava, a cada oportunidade, a guerra contra os judeus. 15 Junto com ele, os idumeus, que ocupavam fortalezas bem situadas, viviam provocando os judeus e atiçavam o clima de guerra, acolhendo refugiados de Jerusalém. 16 Por isso, tendo feito preces públicas, e suplicando a Deus que agisse como seu aliado, os homens de Judas Macabeu arremessaram-se contra as fortalezas dos idumeus. 17 Tendo-as atacado vigorosamente, conseguiram tomar essas posições, repelindo todos os que lutavam de cima da muralha.

Macabeus 2..

Mataram todos os que lhes caíram nas mãos, eliminando não menos de vinte mil inimigos. 18 Entretanto, pelo menos nove mil dentre eles conseguiram escapar para duas torres solidamente fortificadas, munidas de todo o necessário para resistir a um cerco. 19 Judas Macabeu deixou aí Simão e José,  24 e também Zaqueu com os seus homens, em número suficiente para manter o cerco. Ele próprio dirigiu-se a outros lugares, onde a sua presença era mais necessária. 20 Os homens de Simão, levados pela ganância, deixaram-se corromper por alguns dos sitiados nas torres: receberam setenta mil dracmas e deixaram que eles fugissem. 21 Tendo sido levada a Judas Macabeu a notícia do fato, ele reuniu os chefes do povo e denunciou os que por dinheiro tinham vendido seus irmãos, ao deixarem escapar seus inimigos. 22 Mandou executar os traidores e, sem mais, ocupou as duas torres. 23 Sendo bem sucedido em todas as suas empreitadas militares, só nessas duas fortalezas ele exterminou mais de vinte mil pessoas.

Judas macabeus vence Timóteo e toma Gazara

24 Já antes derrotado pelos judeus, Timóteo recrutou forças estrangeiras em grande número e conseguiu muitos cavalos da Ásia, e assim apareceu como se fosse conquistar a Judéia pela força das armas. 25 Enquanto ele se aproximava, os homens do Macabeu cobriram de terra a cabeça e vestiram-se com pano grosseiro, em sinal de súplica a Deus. 26 Prostrados no degrau que fica em frente do altar, pediram que Deus fosse favorável a eles, e se tornasse inimigo dos seus inimigos e adversário dos seus adversários, como o declara a Lei. 27 Terminada a oração, pegaram as armas e afastaram-se bastante da cidade. Aproximando-se, porém, dos inimigos, mantiveram certa distância. 28 Apenas começava a difundir-se a luz do dia, uns e outros se lançaram à luta. Uns, tendo como garantia do sucesso e da vitória, além da sua bravura, o recurso ao Senhor; os outros, porém, tomando o seu próprio furor como guia dos combates. 29 No auge da batalha, apareceram aos adversários cinco guerreiros magníficos, vindos do céu, montados em cavalos com rédeas de ouro, e pondo-se à frente dos judeus. 30 Dois deles puseram-se de cada lado do Macabeu, defendendo-o com suas armas e conservando-o invulnerável.

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Ao mesmo tempo, lançavam dardos e raios contra os adversários, os quais, desnorteados pela cegueira, dispersaram-se em total confusão. 31 Dessa forma foram mortos vinte mil e quinhentos soldados, além de seiscentos cavaleiros.

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32 Quanto a Timóteo, conseguiu refugiarse na fortaleza chamada Gazara, muito bem fortificada, cujo comando estava com Quéreas. 33 Os homens do Macabeu, porém, cheios de entusiasmo, cercaram a fortaleza durante quatro dias. 34 Os de dentro, confiados na segurança do lugar, multiplicavam as blasfêmias e proferiam palavras ofensivas. 35 Ao amanhecer do quinto dia, vinte jovens dentre os soldados do Macabeu, inflamados de ira por causa das blasfêmias, escalaram corajosamente a muralha e com ardor feroz matavam quem viesse enfrentá-los. 36 Outros, igualmente, subindo contra os sitiados pelo lado oposto, puseram fogo às torres e, 25 provocando incêndios, queimaram vivos os blasfemadores. Enquanto isso, os primeiros arrebentaram as portas e, fazendo entrar o restante do exército, ocuparam a cidade.

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37 O próprio Timóteo, escondido numa cisterna, ali foi morto, bem como seu irmão, Quéreas, e ainda Apolófanes. 38 Tendo realizado estes feitos, bendisseram com hinos e louvores o Senhor, que havia feito tão grande benefício a Israel, concedendo a eles a vitória.

CONTINUA…

https://noticiasbiblia.wordpress.com/2016/03/19/guerras-macabeus-derrota-e-morte-de-nicanor/

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PDF LIVRO 2 MACABEUS

LINK  ➩ http://www.apostolas.org.br/2010/capela/biblia/antigo/Livros_Historicos/2_Macabeus.pdf

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Fontes :   file:///E:/Users/leand/Downloads/youblisher.com-952886-2_Livro_dos_Macabeus.pdf

http://www.pr.gonet.biz/kb_read.php?num=322

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