GUERRAS MACABEUS: ALIANÇA COM OS ROMANOS E MORTE DE JUDAS MACABEUS: Parte 02

GUERRA MACABEUS  SEGUNDA PARTE :

Um Exército Disciplinado

Judas Macabeu tinha bem menos recursos, porém, muitas vantagens enormes que, no final, se mostrariam decisivas. Primeiro de tudo, ele e seus homens possuíam um conhecimento completo e inestimável de seu terreno nativo. Nenhum destacamento de batedores em um rápido reconhecimento poderia esperar igualar-se à familiaridade de décadas dos israelitas com os caminhos, cavernas, fontes e barrancos no entorno de sua capital. Portanto o reconhecimento do exército que se aproxima era muito mais fácil para os judeus do que para as forças selêucidas. Havia ao seu lado a população, um lavrador local insatisfeito; poderia, na primeira oportunidade, ir para as montanhas a fim de prover Macabeu com um relatório completo do que esperar e em quanto tempo.

Havia também a questão da experiência, uma área na qual poderia se esperar que os mercenários profissionais de Lisias tivessem uma vantagem maior. Contudo, com quatro exércitos selêucidas desbaratados e dissipados até o momento na revolta, é questionável quantos veteranos, mesmo dos mais experimentados, desejavam enfrentar oponentes empobrecidos, que estavam motivados por profunda fé religiosa a lutar até o final em um território que já tinha sido inteiramente pilhado nas repressões anteriores de Antioco.

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Nos longos meses em que passaram no campo, os rebeldes tinham posto para correr vários exércitos do tipo que agora enfrentavam, e tomaram grande quantidade de armaduras e outros equipamentos, inclusive a própria espada do comandante inimigo.

Disciplina, fé religiosa e confiança em seu líder deram aos rebeldes uma grande vantagem nesta e em outras batalhas. Judas Macabeu haveria de explorar ao máximo esses fatores e o terreno de seu solo nativo.

Cerco da cidade Batalha de Bet-Zacarias

18 A guarnição da cidadela bloqueava a passagem dos israelitas para o lugar santo, procurando sempre fazer-lhes mal, enquanto dava cobertura aos gentios. 19 Então Judas resolveu desalojá-los, e convocou todo o povo para sitiá-los. 20 Eles reuniram-se e começaram o cerco, no ano cento e cinqüenta, construindo catapultas e outras máquinas de assalto.  28 Ao ouvir isso, o rei ficou furioso e convocou todos os seus amigos, os chefes do exército e os comandantes dos carros de guerra. 29 Também dos outros reinos e das ilhas do mar vieram exércitos mercenários. 30 O contingente desse exército era de cem mil soldados de infantaria, vinte mil cavaleiros, e trinta e dois elefantes treinados para a guerra.  31 Eles vieram pela Iduméia e acamparam junto a Betsur. Atacaram-na por muitos dias, empregando suas máquinas de guerra, mas os sitiados, saindo, ateavam-lhes fogo e resistiam valentemente.

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32 Então Judas deixou o cerco da cidadela em Jerusalém e veio tomar posição em Bet-Zacarias, diante do acampamento do rei. 33 Este, levantando-se muito cedo, lançou seu exército impetuosamente na direção de Bet-Zacarias. Ambos os exércitos prepararam-se para a batalha e tocaram as trombetas. 34 Para instigar os elScreenshot_36 (2)efantes ao combate, os gentios mostraram-lhes suco de uva e de amora. 35 Distribuíram esses animais por entre as legiões, colocando junto a cada elefante mil homens encouraçados com malhas de ferro e capacetes de bronze.  Além disso, destacaram para cada elefante quinhentos cavaleiros escolhidos, 36 que seguiam seus movimentos, estando onde ele estava e indo para onde ia, sem jamais se afastarem dele. 37 Sobre cada elefante havia, presa ao animal por correias, uma torre de madeira toda coberta e bem sólida, de dentro da qual combatiam, lá de cima, quatro guerreiros, além do seu condutor.

38 O rei dispôs o restante da cavalaria de um lado e do outro, nos dois flancos do exército, para incitar e proteger as legiões. 39 Quando o sol começou a brilhar nos escudos de ouro e de bronze, as montanhas se iluminaram ao seu clarão e resplandeciam como tochas acesas.

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40 Uma parte do exército real se espalhou no alto dos montes e outra parte nos lugares mais baixos. E avançavam com cuidado e em ordem de batalha. 41 Ficavam apavorados todos os que ouviam o fragor da multidão, o avanço das tropas e o tinir das armas: era um exército imenso e poderoso. 42 Judas e seu exército avançaram para o combate, e do exército do rei caíram seiscentos homens. 43 Foi quando Eleazar, o Auarã, viu um dos elefantes encouraçado com as armaduras reais e mais alto que os outros, e pareceu-lhe que aí estava o rei. Sacrificou-se, então, para salvar o seu povo e adquirir renome imortal: 45 precipitou-se em direção do animal corajosamente, através da legião, matando à direita e à esquerda, enquanto os inimigos abriam brecha diante dele, de um e do outro lado. 46 Ele conseguiu chegar até o elefante, colocou-se debaixo do animal e o matou.

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O elefante, porém, caiu por cima de  19 Eleazar, que morreu ali, esmagado. 47 Entretanto, ao verem a força do reino e o ímpeto das suas tropas, os judeus retiraram-se do combate.

ELOGIO AOS ROMANOS

1 Judas teve conhecimento da fama dos romanos, dos quais se dizia que eram valentes guerreiros e que atendiam a tudo o que se pedisse deles; que estabeleciam pactos de amizade com todos os que os procurassem, 2 e que o seu poder era grande. Falaram-lhe também de suas batalhas, e das façanhas que realizaram na Galácia, onde eles venceram e sujeitaram essa região ao tributo; 4 e, ainda, como dominavam todos os países com habilidade e persistência, mesmo no caso de países distantes; da mesma forma os reis, que vieram das extremidades da terra para atacá-los, eles os venceram e lhes infligiram grandes perdas, enquanto outros simplesmente lhes pagam tributo cada ano.  6 Também Antíoco o grande, rei da Ásia, que tinha marchado contra eles com cento e vinte elefantes, cavalaria, carros de guerra e numerosíssima infantaria, foi por eles desbaratado.

ALIANÇA DOS JUDEUS COM OS ROMANOS

17 Judas escolheu Eupólemo, filho de João, filho de Acor, e Jasão, filho de Eleazar, e os enviou a Roma para firmarem com eles um pacto de amizade e colaboração. 18 Deviam pedir que os romanos lhes tirassem o jugo, pois viam que o reino dos gregos estava reduzindo Israel à servidão 1. Depois de longa viagem, entraram no senado e assim falaram:

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20 “Judas Macabeu e seus irmãos e o povo dos judeus nos enviam a vós para firmarmos convosco uma aliança de paz, e para sermos inscritos no rol dos vossos aliados e amigos”. 21 A proposta agradou aos senadores. 22 E escreveram uma carta que eles gravaram em placas de bronze e remeteram a Jerusalém, para que aí fosse conservada, entre os judeus, como memorial de paz e de aliança onde dizia: 23 “Prosperidade aos romanos e à nação dos judeus, em terra e no mar, para sempre! Longe deles a espada e o inimigo! 24 Se for declarada a guerra 24 primeiro aos romanos ou a qualquer dos seus aliados em todos os seus domínios, 25 a nação dos judeus lhes trará auxílio de todo o coração, segundo as exigências do momento. Entre varios outros termos que continham nos  termos assim os romanos fizeram aliança com o povo dos judeus. 

MORTE DE JUDAS MACABEUS

1 Quando Demétrio rei da Macedônia soube que Nicanor e suas tropas tinham sucumbido em combate, resolveu mandar de novo Báquides e Alcimo até a Judéia, com a ala direita do exército real. 2 Eles partiram na direção de Gálgala, tomando-a e matando grande número de pessoas. Dali prosseguiram até Beret, com vinte mil homens de infantaria e dois mil cavaleiros. 5 Judas acampara em Elasa, tendo consigo três mil guerreiros escolhidos. 6 Ao verem o tamanho de um exército tão numeroso, ficaram com muito medo.

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Muitos desertaram do acampamento, permanecendo aí apenas oitocentos homens. 7 Judas viu que seu exército se reduzira, justamente quando urgia a batalha. Com o coração partido, Logo, porém, disse aos que haviam permanecido com ele: “Partamos ao encontro dos nossos adversários, e vamos enfrentá-los!” Entretanto, o exército inimigo deixou o acampamento e tomou posição para atacá-los.

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Sua cavalaria dividiu-se em duas alas, enquanto os atiradores de funda e os arqueiros iam à frente do exército, com os mais valentes na primeira linha. 12 Báquides estava na ala direita. A legião avançava dos dois lados, ao som das trombetas. Os do lado de Judas também tocaram suas trombetas 13 e a terra tremeu com o confronto dos dois exércitos.

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O combate durou desde a manhã até o entardecer. 14 Judas viu que Báquides e a parte mais forte do seu exército estavam do lado direito, e com ele reuniram-se todos os mais valentes. 15 A ala direita foi por eles desmantelada, e Judas os perseguiu até o monte de Azor. 16 Os da ala esquerda, quando viram a ala direita destroçada, foram no encalço de Judas e seus companheiros, atacando-os pelas costas. 17 A batalha tornou-se ainda mais renhida, e de ambos os lados houve muitas baixas. 18 Também Judas sucumbiu, e os outros fugiram. 19 Jônatas e Simão, irmãos de Judas, recolheram o seu corpo e o sepultaram no sepulcro da família, em Modin. 20 Todo o povo de Israel o lamentou e chorou profundamente, guardando luto por ele durante muitos dias. 21 Não paravam de lamentar: “Como foi sucumbir o herói, aquele que salvava o povo de Israel?”

Demétrio I da Macedónia – https://pt.wikipedia.org/wiki/Demétrio_I_da_Macedónia

 JÔNATAS MACABEU  SUCEDE A JUDAS

23 Depois da morte de Judas, reapareceram os ímpios por todo o território de Israel, e os que praticam a maldade reergueram a cabeça. 24 Por essa ocasião alastrou-se uma fome terrível, e a região entregou-se a eles, aderindo a seu partido. 25 Por sua vez, Báquides escolheu homens ímpios para governarem o país. 26 Estes começaram a procurar e devassar os partidários de Judas, entregando-os a Báquides, o qual se vingava deles e os cobria de escárnios.

Jônatas, de fato, assumiu nesse tempo o comando, sucedendo a Judas, seu irmão.
32 Sabendo disso, Báquides procurava matar a Jônatas. 33 Por esse motivo, Jônatas e Simão, seu irmão, e todos os seus companheiros, fugiram para o deserto de Técoa e acamparam perto das águas da cisterna de Asfar. 35 Jônatas enviou seu irmão João, um dos chefes do exército, para pedir aos nabateus, seus amigos, que lhes emprestassem seu equipamento de guerra, que era considerável. 36 Mas os filhos de Jambri, saindo de Mádaba, seqüestraram João e tudo o que levava e se foram, carregando a presa.

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37 Pouco depois, Jônatas e Simão, seu irmão, souberam que os filhos de Jambri iam celebrar um grande casamento, e já estavam conduzindo a noiva, filha de um dos grandes de Canaã, num solene cortejo, desde Nadabat. 38 Recordaram-se da sangrenta morte de seu irmão João e subiram a um monte, onde ficaram à espreita. 39 Erguendo os olhos, viram um bando ruidoso, com o noivo à frente e seus amigos e irmãos, ao encontro da noiva, com tamborins, músicos e muitas armas. 40 Então os judeus, saindo da sua emboscada por cima deles, os massacraram: muitos caíram mortos, os sobreviventes escaparam pelos montes, e eles carregaram todos os seus despojos. 41 assim, as bodas se transformaram em luto, e o canto de seus músicos, em lamento.

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42 Tendo assim vingado o sangue de seu irmão, os judeus voltaram para as margens do rio Jordão. 43 Ao saber disso, Báquides também veio, com um grande exército, para as margens do Jordão, num dia de sábado. 44 Jônatas disse aos companheiros: “Vamos lutar por nossa própria vida! Pois hoje não é como das outras vezes: 45 temos o combate à nossa frente, e as águas do Jordão de um lado, e brejo e matagal do outro. Não há por onde bater em retirada. 46 Agora, erguei ao céu o vosso clamor, a fim de poderdes livrar-vos das mãos de vossos inimigos!” Travou-se o combate

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47 e Jônatas esteve a ponto de atingir Báquides, mas este escapou, desviando-se para trás. 48 A um certo momento, Jônatas e seus companheiros saltaram para o Jordão e o atravessaram a nado, enquanto os inimigos não entraram no rio ao seu encalço. 49 Do exército de Báquides pereceram, nesse dia, cerca de mil homens.

 ALEXANDRE BALAS NOMEIA JÔNATAS SUMO SACERDOTE

1 No ano cento e sessenta, Alexandre Epífanes, filho de Antíoco, desembarcou em Ptolemaida e a ocupou. Bem recebido, começou aí o seu reinado. 2 Ao saber disso, o rei Demétrio reuniu um enorme exército e partiu para enfrentá-lo. 3 Demétrio mandou também uma carta a Jônatas em termos cordiais, fazendo-lhe grandes promessas. 4 Pois dizia consigo:
“Apressemos-nos em firmar a paz com ele, antes que ele o faça com Alexandre contra nós.
15 O rei Alexandre soube das promessas que Demétrio tinha feito a Jônatas. Contaram-lhe também as batalhas e façanhas que Jônatas e seus irmãos tinham realizado e os sofrimentos que tinham suportado.
16 Então comentou: “Onde encontraremos um homem igual a este? Vamos fazer dele agora o nosso amigo e aliado!” 17 Escreveu-lhe, pois, uma carta, concedemos o título de amigo do rei, para que nos apóies em nossos objetivos e nos conserves a tua amizade.”
Contraproposta de Demétrio I – 22 Demétrio ouviu falar disso e comentou, muito contrariado: 23 “Que fizemos para que Alexandre tenha passado à nossa frente, conquistando a amizade dos judeus e firmando assim a sua posição? 24 Também eu lhes escreverei em termos persuasivos, e lhes oferecerei cargos e presentes, para que me garantam o seu apoio!”
Confronto com Alexandre e morte de Demétrio I – 46 Apos ler a carta com todas as propostas e benefícios, Jônatas e o povo recusaram-se a acreditar nelas e a levá-las em consideração, porque ainda se lembravam de todo o imenso mal que Demétrio fizera em Israel e de como os havia atribulado. 47 Preferiam Alexandre, que fora o primeiro a lhes enviar propostas de paz, e continuaram a prestar-lhe auxílio permanentemente. 48 Então, o rei Alexandre reuniu grandes forças e partiu para enfrentar Demétrio. 49 Os dois reis travaram combate, mas o exército de Alexandre acabou fugindo. Demétrio partiu em sua perseguição e parecia estar vencendo. 50 A batalha se encarniçou até o pôr do sol, e nesse mesmo dia Demétrio foi morto.

ALIANÇA DE ALEXANDRE BALAS COM PTOLOMEU VI – E COM JÔNATAS

51 Alexandre enviou embaixadores a Ptolomeu, rei do Egito, com esta mensagem: 52 “Após voltar para o meu reino, e depois de me sentar no trono real de meus pais e assumir o poder, derrotei Demétrio e recuperei o nosso território. 53 Travei batalha contra ele e foi derrotado, ele e seu exército, por nossa mão, e sentamo-nos no seu trono real. 54 Façamos, pois, agora, um pacto de amizade: dá-me a tua filha como esposa e eu me tornarei teu genro. Para ti e para ela darei presentes dignos de ti.” 55 O rei cleopatra-elizabeth-taylorPtolomeu respondeu: “Feliz o dia em que voltaste para a terra de teus pais e te sentaste no seu trono real. 56 Farei imediatamente o que propuseste na carta. Para isso vem ao meu encontro em Ptolemaida, para que nos vejamos  pessoalmente, e me tornarei teu sogro, como disseste”. 57 De fato, Ptolomeu partiu do Egito, ele e sua filha Cleópatra, e foi até Ptolemaida, no ano cento e sessenta e dois. 58 Tendo vindo o rei Alexandre ao seu encontro, ele entregou-lhe sua filha Cleópatra, e celebrou-se o casamento de ambos em Ptolemaida, com grande pompa, à moda dos reis.

 

DEMÉTRIO II ENVIA APOLÔNIO CONTRA JÔNATAS, QUE O DERROTA

67 No ano cento e sessenta e cinco, Demétrio, filho de Demétrio, partiu de Creta para a terra de seus pais. 69 Entretanto, o rei Demétrio nomeou como seu general a Apolônio, que era governador da Celessíria. Este reuniu um grande exército e veio até as proximidades de Jâmnia. Dali mandou dizer ao sumo sacerdote Jônatas: 70 “Tu és o único que resistes a nós. E eu, por tua causa, me tornei alvo de escárnio. Por que te prevaleces contra nós, da vantagem que tens nas montanhas? 71 Se confias nas tuas forças, desce contra nós em campo aberto, e aí nos comparemos um com o outro, . . 73 Tu não poderás resistir à cavalaria e a tão grande exército na planície, onde não há pedra nem rochedo nem lugar para fugir”.74 Ouvindo essas palavras de Apolônio, Jônatas ficou indignado. Escolheu dez mil homens e saiu de Jerusalém, seu irmão Simão tendo vindo também para dar-lhe reforço. 75 Tendo ele acampado perto de Jope, os habitantes da cidade lhe fecharam as portas, pois ali estava uma guarnição de Apolônio. Os homens de Jônatas iniciaram o ataque. 76 Apavorados, os habitantes da cidade abriram as portas, e Jônatas apoderou-se de Jope. 77 Ao saber disso, Apolônio pôs em linha de batalha três mil cavaleiros e uma numerosa infantaria, e dirigiu-se para Azoto, como se fosse atravessar a região. Logo, porém, saiu para campo aberto, porque tinha muitos cavaleiros e confiava neles.

78 Jônatas foi atrás dele, na direção de Azoto, e os dois exércitos se enfrentaram. 79 Entretanto, Apolônio deixara mil cavaleiros escondidos, na retaguarda. 80 Jônatas soube que havia uma emboscada por trás: de fato, os cavaleiros rodearam seu acampamento e lançaram dardos no povo desde a manhã até a tarde. 81 Os judeus, porém, resistiram, como Jônatas havia orientado, e os cavalos dos inimigos se cansaram. 82 Então Simão lançou seu exército e atacou as tropas de Apolônio, cujos cavaleiros estavam exaustos.

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Derrotados por ele, começaram a fugir. 83 A cavalaria se dispersou na planície. Os fugitivos chegaram a Azoto e entraram no Bet-Dagon, o templo do ídolo local, para ali se porem a salvo. 84 Mas Jônatas incendiou Azoto e as cidades vizinhas, após recolher os seus despojos. Incendiou também o templo de Dagon, com todos os que haviam procurado refúgio dentro dele. 85 Somando-se os que tombaram pela espada com os que morreram queima-dos, chegou-se a quase mil mortos.

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86 Jônatas partiu dali e acampou diante de Ascalon. Os habitantes da cidade saíram para recebê-lo com grande pompa. 87 Depois, ele e seus companheiros voltaram para Jerusalém, carregados de despojos. 88 Quando o rei Alexandre ouviu contar esses fatos, resolveu conceder mais honrarias a Jônatas.

FIM DE PTOLOMEU VI E DE ALEXANDRE BALAS

7 Depois, Jônatas acompanhou o rei até o rio chamado Elêutero, e logo voltou para Jerusalém. 8 O rei Ptolomeu foi tomando as cidades da orla marítima até Selêucia, junto ao mar, enquanto nutria maus desígnios contra Alexandre. 9 Mandou, pois, emissários ao rei Demétrio, com esta proposta: “Vamos fazer uma aliança entre nós: eu te darei a minha filha, que está com Alexandre, e tu reinarás no reino de teu pai. 10 Estou arrependido de ter dado a ele a minha filha, pois andou procurando matar-me”. 11 Censurava-o assim, porque estava interessado no seu reino. 12 De fato, retomou a sua filha e entregou-a a Demétrio. Assim é que se afastou de Alexandre, e a inimizade entre os dois tornou-se pública. 13 Enquanto isso, o rei Alexandre estava na Cilícia, porque os habitantes dessa região tinham-se rebelado. 15 Sabendo do que se passara, Alexandre veio lutar contra Ptolomeu. Este, porém, reuniu o seu exército e enfrentou-o com grandes forças, pondo-o em fuga. 16 Alexandre refugiou-se na Arábia, enquanto Ptolomeu alcançava o triunfo. 17 Zabdiel, o árabe, cortou a cabeça de Alexandre e mandou-a para Ptolomeu. 18 Este, porém, veio a morrer três dias depois, e os que ele tinha deixado nas fortalezas pereceram, às mãos dos habitantes locais. 19 Desse modo, Demétrio começou a reinar, no ano cento e sessenta e sete.

JÔNATAS SOCORRE DEMÉTRIO II EM ANTIOQUIA

38 Quando o rei Demétrio viu que a terra estava sossegada diante dele, e ninguém mais lhe fazia oposição, licenciou todo o seu exército, voltando cada um para sua casa. Só reteve as tropas estrangeiras, por ele recrutadas entre as ilhas das nações. Trifão, antigo partidário de Alexandre, notou que todo o exército murmurava contra Demétrio, e foi ter com o árabe Imálcue, que estava criando Antíoco, o filho de Alexandre. 40 Instou com ele para que lhe entregasse o menino, para fazê-lo rei sucedendo ao pai. Informou-o de tudo o que Demétrio havia ordenado e o quanto as  tropas o detestavam. E Trifão permaneceu ali muitos dias. 41 Nesse meio tempo, Jônatas mandou pedir ao rei Demétrio que removesse da cidadela de Jerusalém e das outras fortalezas os que as guarneciam, pois estavam provocando Israel. 42 Assim respondeu Demétrio a Jônatas: “Não só isto farei a ti e à tua nação, mas te cumularei de glória, a ti e a teu povo, logo que me for dada a oportunidade. 43 Agora, porém, gostaria que me enviasses homens que combatam ao meu lado, pois todas as minhas tropas me abandonaram”. 44 Jônatas enviou-lhe logo três mil guerreiros para Antioquia, os quais se apresentaram ao rei, causando-lhe grande alegria. 45 Aglomeraram-se, então, os habitantes da cidade, cerca de cento e vinte mil pessoas, querendo matar o rei. 46 Este refugiou-se no palácio, enquanto os habitantes da cidade ocupavam as ruas e começavam a atacar. 47 O rei chamou os judeus em seu auxílio. Estes vieram para junto dele, e depois espalharam-se pela  35 cidade, matando naquele dia cem mil pessoas! 48 No mesmo dia incendiaram a cidade, tendo antes recolhido abundantes despojos e salvando o rei.

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49 Vendo que os judeus tinham dominado completamente a cidade, os habitantes que restavam perderam o ânimo e puseram-se a bradar ao rei, suplicando: 50 “Concede-nos o perdão, e que os judeus parem de atacar, a nós e à cidade!” 51 Assim largaram as armas e fizeram a paz. E os judeus se encheram de glória diante do rei e de todos os que estavam no seu reino, ficaram famosos e voltaram para Jerusalém carregando muitos despojos. 52 O rei Demétrio firmou-se no trono real, e a terra aquietou-se diante dele. 53 Mas ele mentiu em tudo o que havia dito, e distanciou-se de Jônatas. Em lugar de retribuir os benefícios que este lhe havia prestado, causou-lhe muitos dissabores.

CONTINUA…

https://noticiasbiblia.wordpress.com/2016/03/07/3929/

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PDF LIVRO 1 MACABEUS

LINK  ➩ http://www.apostolas.org.br/2010/capela/biblia/antigo/Livros_Historicos/1_Macabeus.pdf

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Fontes :  http://www.historia.templodeapolo.net/batalhas_ver.asp?Cod_batalha=32&value=Batalha%20de%20Bete-Zur&civ=Civilização%20Hebráica&liv=&guerra=Guerras%20Bíblicas#topo#topo

http://www.apostolas.org.br/2010/capela/biblia/antigo/Livros_Historicos/1_Macabeus.pdf

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