Evidencias históricas existência de Jesus

 

Screenshot_23Tácito foi um historiador que soube exercer espírito crítico e se mostrou honesto em seus relatos. Escreveu em seus Anais, por volta de 116, a respeito do incêndio de Roma ocorrido em 64:

“Um boato acabrunhador atribuía a Nero a ordem de pôr fogo à cidade. Então, para cortar o mal pela raiz, Nero imaginou culpados e en­tregou às torturas mais horríveis esses homens detestados pelas suas façanhas, que o povo apelidava de cristãos. Este nome vem-lhes de Cris­to, que, sob o reinado de Tibério, foi condenado ao suplício pelo procura­dor Pôncio Pilatos. Esta seita perniciosa, reprimida a princípio, expandiu-se de novo não somente na Judeia, onde tinha a sua origem, mas na própria cidade de Roma” (Anais XV 44).

Tácito conta, a seguir, as horríveis torturas infligidas aos cristãos e se mostra contrário a esse desumano procedimento. As referências pou­co elogiosas aos cristãos mostram que só os conhecia por ouvir dizer e compartilhava as opiniões do seu tempo. Essa hostilidade mesma torna mais valiosa a breve notícia que ele nos transmite a respeito de Cristo. Pergunta-se: de onde Tácito recebeu as informações concernentes a Cristo? – Pode-se crer que as tenha recebido de Plínio o Velho, cujas Histórias ele muito utiliza. Plínio o Antigo fez parte do estado-maior de Tito, que em 70 invadiu Jerusalém; pôde assim colher dados sobre Jesus na própria Palestina e os terá passado para o historiador Tácito.

889-suetonio--200- - Cópia2.2. Suetônio

Poucos anos depois, em 120, Suetônio, também hábil historiador, escreveu a Vida dos Doze Césares, em que cita duas vezes os cristãos: uma primeira vez para confirmar que eram perseguidos desde os tempos de Nero. Na segunda vez, referindo-se ao reinado de Cláudio (41-54), diz que este “expulsou de Roma os judeus, que, sob o impulso de Cresto, se haviam tornado causa freqüente de tumultos” (Vita Claudii XXV). A infor­mação coincide com a de Atos 18, 2; a expulsão deve ter ocorrido por volta de 49/50. Chrestós é a forma grega equivalente a Christós, que traduz o hebraico Messias Emoticon smile Ungido). Suetônio, mal informado, julgava que Cristo se achava em Roma, instigando as desordens.

É lamentável que Suetônio nada tenha dito sobre Jesus ao tratar de Tibério. Mas a notícia registrada basta para provar que, por volta de 50, isto é, menos de vinte anos após a Ascensão, havia cristãos em Roma que, por sua pregação, perturbavam a colônia judaica.

Screenshot_242.3. Plínio o Jovem

Em 111 chegou à Bitínia e ao Ponto, províncias da Ásia Proconsular (Turquia de hoje), Plínio o Jovem, com o título de Legado Imperial. Era homem de letras; uma grande parte de seus escritos são cartas; como bom administrador, guardava uma cópia dos relatórios enviados ao Im­perador Trajano de modo que, apesar do segredo dos arquivos imperi­ais, temos conhecimento de boa parte dessa documentação.

Plínio era um homem sério e inteligente. Em 112 enviou a Trajano uma carta minuciosa a respeito dos cristãos. Recebera denúncias contra eles, prendera vários, submetera alguns a torturas, inclusive duas diaconisas; nada, porém, fora apurado que lesasse a boa ordem cívica. Ao contrário, podia dizer que os cristãos se difundiam cada vez mais e “estavam habituados a se reunirem dia determinado, antes do nascer do sol, e cantar um cântico a Cristo, que eles tinham como Deus” (Epísto­las, 1 X 96). Deste testemunho depreende-se que, desde os primeiros decênios do Cristianismo, o Senhor Jesus era louvado como Deus.

Plínio atestava que aquela boa gente cristã se comprometia, com juramento, a não roubar, não mentir, não cometer adultério – o que não podia ser passível de pena. Acontecia, porém, que os sacerdotes dos deuses se queixavam: os templos se esvaziavam; os vendedores de car­ne destinada aos sacrifícios deixavam de lucrar. Sendo assim, Plínio per­guntava ao Imperador o que devia fazer frente aos cristãos; havia de puni-los somente por serem cristãos? – Vê-se que Plínio era, de certo modo, simpático aos discípulos de Cristo.

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